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Da Série O Grande Guerreiro Otomano - Ressurection Ertugrul Dirillis

A mais interessante história é desta torta batizada com o nome de Osman. Especialidade do Oriente Médio, apresentada na Turquia, Líbano e Egito, é feita com a abóbora-gila de miolo branco, colocada na cal para ficar crocante. O nome Cabelo de Anjo vem dos celtas, que já usavam a abóbora que depois de cozida em calda leve de mel, se pareciam aos cabelos dourados dos bebês gaélicos e por isso recebeu este carinhoso nome. A receita viajou levada pelos imigrantes ruivos, que a história reconhece como tendo viajado por todos os continentes. A essência mágica permaneceu intacta com a ligação da torta com os cabelos dos bebês gálatas, recheada com a nata do leite, que era pacientemente recolhida após fervura do leite gordo recolhido todos os dias nas tribos. Chamada kachta pelos eslavos, o creme de leite recheava a compota crocante, cacheada como os cabelos dos anjos.

A essência desta torta define o passado da LÍNGUA TURCA OGUZ, a receita foi encontrada em aramaico. Aramaico é uma língua antiga de Aram, região localizada no centro da Síria onde a cidade de Aleppo está agora. Se estendia desde as montanhas do Líbano através dos rios Tigre e Eufrates e partes do vale ao noroeste da Mesopotâmia. A região era conhecida como Reino do Mitani, Terra do Rei Amurru que viveu 3.374 aC, (época da Dinastia da Nefertiti, a rainha do Nilo). A escrita aramaica era abjad, ou seja, usava somente consoantes. O sentido de escrita é da direita para a esquerda em linhas horizontais, como ocorre com as escritas hebraica e árabe. O aramaico, o sumério e o acádio são as três línguas mais antigas do mundo. Historiadores sugerem que Ur, a capital da Suméria foi estabelecida entre c. 5 500 e 4 000 a.C. por um povo da Ásia Ocidental, nos limites com o Turcomenistão. Falavam a língua suméria-aramaica (língua semítica afro-asiática), mistura do dialeto da cidade de Uruk e a usada em Ur, cidade de Abraão e Sara. Sarai deriva da raiz da palavra que significa “princesa” em hebraico e “rainha” na língua acadiana.

Os Sumérios foram os primeiros povos a habitar a Mesopotâmia. Viviam como nômades no Planalto do Irã e no alto dos Montes Tauro, cadeia montanhosa no sul da Turquia, onde o Tigre e o Eufrates correm em direção à Síria (Aleppo). A região mediterrânica da Turquia é dividida do planalto central da Anatólia por estas montanhas. Eram guerreiros e lutadores e cobriam as cabeças com um turbante negro. Ficaram conhecidos por “Cabeças Negras”, motivo pelo qual por muitos anos a História acreditou que sumérios fossem negros. Uma interessante visão deste costume nos é dada por Platão, que ao meditar “escondia” o rosto com uma máscara negra. Significa que mergulhamos na escuridão perfeita do silêncio e paz profunda, onde encontramos Deus.

O Aramaico deu origem ao hebraico e ao árabe em seus diversos dialetos, partilhando muitas características linguísticas. É proveniente das línguas semíticas, relativo a Sem filho de Noé. Era falado na Índia, Mesopotâmia (Ur e Babilônia, nas ruínas ao leste do Rio Eufrates, no atual Iraque), Israel (Canaã), Palestina (Territórios Árabes), Líbano, Síria (Aleppo) e nos países da cordilheira do Cáucaso: Pérsia (atual Irã, fronteira com o Turcomenistão), Geórgia, Armênia, Azerbaijão, Rússia, Turcomenistão e atual Turquia.

Aramaico era a língua do gálata de cabelos vermelhos Abraão, descendentes de celtas, segundo o Historiador Josefo (Biblioteca Rosacruz). Patriarca dos árabes ismaelitas descendentes de Ismael, o primeiro filho que teve com a escrava Agar, era também pai dos Judeus, descendentes de Isac, o segundo filho que teve com a judia Sara. Os filhos gêmeos de Isaque, Jacó e Esaú disputaram a progenitura por um prato de lentilhas e o ruivo Esaú seguiu com sua tribo nômade de servos e animais para o Turcomenistão, na cordilheira do Cáucaso, a cadeia de montanhas de 1200 km entre o Mar Negro e o Cáspio, divisa com o Irã. É formada por numerosas geleiras, extensas florestas e estepes propícias a criação de caprinos e ovinos. Na cordilheira dos eslavos, Esaú trocou seu nome para Oayti Khan e teve um filho, que chamou de Oguz Khan. Tornou-se um deles e misturou os dialetos de Ur e Uruk com o dialeto altáico, resultando em uma nova etnia: a dos turcos oguzes (turcomenos), que mais tarde se denominou turco-otomana. Habitavam a Ásia Central e falavam a língua turcomana. Foi por isso, considerada uma língua altáica (dos Montes Altáicos, do turco Altay – Montanha de Ouro), sem parentesco com a Linhagem Gengis Khan e religião Tengrista. Muitas são as receitas com leite que as tribos espalharam pelos continentes. Uma única certeza: o iogurte, o queijo, a coalhada e a ricota são sim árabes como se acredita, pois são usados pelos filhos nômades de Abraão há mais de quatro mil anos atrás, quando ele recebeu de Deus a promessa da terra do leite e do mel.

Ingredientes para a Massa

500 gr de compota de gila (ou fios de massa filo), 400 gr de kachta (nata batida sem açúcar), ½ copo de açúcar (a abóbora será pouco doce) 2 colheres de sopa de manteiga clarificada, 20 g manteiga macia para untar.

Modo de Fazer:

Deixar os fiapos da abóbora de molho na cal, na noite anterior. Escorrer, lavar e cozinhar a gila sem água, com meio copo de açúcar em fogo lento com panela tampada, para que a abóbora amacie em seu próprio seu vapor e fique al dente, mexendo às vezes até secar. Após estar transparente, adicionar 1 colher de manteiga clarificada (aquecer lentamente até espumar, deixar esfriar e escorrer o soro que ficou no fundo). Misturar bem a manteiga em todos os fiapos da compota quente.

Ingredientes para a Calda

250 g de açúcar (1 copo), 200 ml de água (deixar evaporar metade)

1 pau de canela, 1 cardamomo esmagado (opcional),1 limão, 1 colher de chá de água de rosas, 1 colher de chá de água de flor de laranjeira.

Em uma panela, misturar o açúcar, a água, o cardamomo esmagado, o suco do limão e a canela. Deixar engrossar e desligar o fogo e após esfriar, adicionar as águas de rosas e flor de laranja no final para manter o sabor delicado. A calda clarinha e grossa é o que vai sustentar a torta.

Modo de Montar

Em uma forma de aro removível untada, colocar uma camada de compota de gila, levar ao forno para dourar. Faça dois discos. Deixar esfriar, rechear com o creme de kachta e cobrir com outro disco. Despejar cuidadosamente a calda e gelar para firmar. Repassar para o prato de servir, espalhar a calda para brilhar a torta e adoçar a kachta. Decorar com pistaches e pétalas de rosas. Servir gelada, pode ser feita no dia anterior. Todos os ingredientes são encontrados para venda em mercados árabes.

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