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Receitas da Helena - Arroz de Cordeiro e a Origem da Tribo Kayi


da série O Grande Guerreiro Otomano Ertugrul – Ressurection Dirillis, Netflix

O historiador otomano Edris Bedlisi, (869/1465 fol. 18ª de Escritos guardados na Biblioteca do Palácio Topkapi, na Turquia) escreveu que a linhagem de Oguz Khan remonta a Esaú, que após perder a progenitura para seu irmão gêmeo Jacó, foi à Turcomênia (hoje Turcomenistão, na fronteira com a Pérsia, atual Irã). Nas estepes geladas se instalou com seus rebanhos e formaram as primeiras tribos nômades turcas. Bedlisi acrescenta que Esaú passou a se chamar Qayti Khan e teve um filho chamado Oguz. Portanto Esaú era o pai de Oḡuz Khan, o patriarca da tribo Kayi. A lenda popular do final do século XV Ṣaltuq-nama inclui uma narrativa semelhante, conectando a dinastia otomana a Esaú. Seus descendentes seguiram para a península da Anatólia (atual Turquia) conhecida por Ásia Menor e foram chamados eslavos. A tribo nômade mais tarde voltou para o lugar de origem de Esaú, a Mesopotâmia nas fronteiras atuais Síria e Irã, região do Crescente Fértil, que compreende a Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano e Chipre, Síria, Iraque, Egito e Turquia. É irrigada pelos Rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo, que tornam a região a mais fértil do Planeta pois estende-se das planícies aluviais do Nilo até a margem do Mediterrâneo desde a Península Arábica e da Mesopotâmia, até o Golfo Pérsico, onde nasceram os primeiros assentamentos agrários há cerca de onze mil anos. Estes escritos asseguram que Abraão viveu em Haran, no sul da Turquia na fronteira com a Pérsia e Síria, perto do Monte Ararat onde recentemente encontraram vestígios da Arca de Noé.

O Patriarca Abraão e Sara tiveram somente um filho, Isaque, que teve filhos gêmeos, Jacó e Esaú. Esaú era caçador e exímio guerreiro, usava arcos e espadas. Esaú (peludo em hebraico), foi também chamado de Edom (vermelho), pois nascera ruivo e cabeludo. Com Isaque quase cego, a bíblia nos conta como Jacó roubou sua progenitura, em troca de um prato de lentilhas. Esaú era um perito caçador e amado do seu pai, enquanto Jacó habitava em tendas e era o preferido de sua mãe, Rebeca. Perder a progenitura, primeira benção do pai feriu mais do que perder os bens e desta forma entristecido, rumou para um destino longínquo e desconhecido. O espírito lutador dos descendentes de Oguz Khan, aliado aos ensinamentos do patriarca Abraão foi repassado até chegar aos valentes Khays, que lutavam por Liberdade e Justiça. Deus havia pedido uma oferenda para Abraão, para provar seu amor. Ele deveria sacrificar seu filho Isaque. Ao preparar o menino para o sacrifício, Deus deteve sua mão, dizendo “prepara um cordeiro, seu sangue inocente deverá ser oferecido aos pobres e injustiçados, todo ano em meu nome”. O gentil cordeiro era um símbolo de amor, pois expressava a inocência que brotava de uma fonte límpida e inesperada. Aprendera que o carneiro antes de ficar adulto, foi chamado de cordeiro de Deus por suas propriedades puras, dádivas da misericórdia. Mágico e sagrado era um pequeno e inocente cordeiro, que nada pedia em troca, pois somente sabia doar-se. O animal era reverenciado também pelos filhos de Ismael, o primogênito de Abraão, pai dos muçulmanos (ismaelitas). Uma significativa festa chamada de Eid Al-Adha se comemora durante quatros dias após o mês do perdão. Vários cordeiros abatidos servem para alimentar as famílias pobres. São preparados inteiros, temperados e assados em espeto, nas brasas de uma fogueira, festejando que Allah resguardara do sacrifício o filho de Abraão, aceitando em seu lugar, um amável cordeiro.

ARROZ DE CORDEIRO (Comida de Casamentos)

Ingredientes

1 kg de pernil (ou lombo) de cordeiro

6 tomates cortados em cubos, salpicados de sal

1 copo de azeitonas metade preta, metade verde

2 copos de água para o cordeiro

2 copos de arroz branco, sem lavar

2 cebolas batidinhas na faca

5 dentes de alho esmagados (para o arroz)

½ copo de azeite de oliva para cozinhar, sal à gosto

Especiarias

2 folhas de louro, pimenta síria (ou a sua escolha)

1 colher de sobremesa de orégano

1 colher de sobremesa de açafrão (pode usar curry ou cúrcuma)

Ramos de manjericão

Modo de Fazer

Dourar as cebolas no azeite de oliva. Adicionar o cordeiro, sal e as especiarias e refogar até que a carne solte os sucos. Cobrir com a água, tampar a panela e abaixar o fogo. Cozinhar lentamente até que esteja macio. O molho deverá ficar grosso. Faça o arroz à parte como de costume, com alho dourado no azeite. Deverá ficar úmido. Fritar em azeite os tomates salpicados de sal, orégano e curry, e as azeitonas. Agregar ao cordeiro com o molho grosso e o arroz já cozido, para enfeitar a panela de barro que vai à mesa. Caso tenha uma panela de barro que vá ao fogo, fazer nela o prato desde seu início.

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