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Receitas da Helena - Compota de Mamão Formosa Verde


Começo hoje a publicação de uma Série de Receitas de Doces Paranaenses. Os textos são do livro Pinhão Indígena e contam a histórias dos colonizadores do nosso estado, a quem devemos a grandeza e riqueza dos usos e costumes. O ciclo do café despertou o interesse do capital estrangeiro, quando tropeiros levaram para São Paulo a notícia da descoberta de terras que depois se soube, quando a América do Sul e a África formavam um só continente, haviam sofrido derrames de lava que cobriram toda aquela região, 200 milhões de anos antes. A lava formou lençóis de rocha basáltica que, com o tempo, foram virando terra. O óxido de ferro, conforme o basalto ia enferrujando com as chuvas, tornou a terra avermelhada.Conhecida também como “terra roxa”, devido aos italianos que chegaram mais tarde, e a chamavam de “terra rossa” (vermelho, em italiano). Nas décadas de 1950 e 1960, Londrina foi conhecida como a “Capital Mundial do Café”, tamanha foi a aceitação do café produzido na região norte. Por conta de novos e ricos horizontes, oferecidos pela companhia inglesa Cia. de Terras Norte do Paraná, migrantes europeus e brasileiros chegavam em grupos para trabalhar na terra vermelha.Fartura era a palavra de ordem. O norte pioneiro desconhecia o ditado “A sobremesa sempre presente na casa do rico e raramente na do pobre”. Enormes latas abrigavam fatias de frutas cristalizadas, doces de tacho eram acomodados em caixetas de madeira, polvilhados de açúcar cristal e colocados ao sol para secar. Compotas em vidros transparentes enfeitavam as prateleiras, colocados bem no alto, fora do alcance das crianças. Embora o costume de comer a sobremesa fosse raro na refeição do dia-a-dia, as guloseimas eram abertas no domingo, num ritual esperado por todos, adultos e crianças. Os hóspedes e convidados eram mimados, sempre recebidos com as compotas após um bom café colhido do quintal, torrado e moído pela dona da casa, servido nas varandas ladeadas de pés de mamona cheirosa.

O doce de mamão verde está entre os primeiros na preferência dos nortistas. No Paraná é feito com mamão formosa, que melhor se adapta ao clima quente do norte do estado. Pode ser feito com mamão papaya firme e maduro. A proporção é de dois quilos de fruta para um quilo de açúcar. Fica bonito também cortado em cubos. Caso queira um doce com o gosto mais acentuado, deixe descansar por cinco dias na geladeira antes de servir. Acompanha creme de leite gelado e firme, sem açúcar.

Passo a Passo

  1. Faça sulcos na casca, para escorrer o leite amargo. Uma hora depois, lave com bastante água.

  2. Lamine o mão, cortando ao comprido para que as lâminas fiquem longas. Pode cortar da maneira que achar mais bonito – em palito, quadradinho. Use a imaginação.

  3. Coloque em panela de alumínio de fundo grosso e cubra com açúcar.

  4. Tampe a panela, abaixe a chama e deixe cozinhar lentamente, até borbulhar

  5. Sirva gelado, para que as lâminas fiquem brilhantes. Gurade em um pote hermético, dentro da geladeira. Pode ser congelado.

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